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Médico Maranhense é processado por dizer que enfermeiros precisam de ‘xerecard’

Kayke Paiva insinuou que vender o corpo dá mais dinheiro que a profissão.

28/10/2020 15h00 Atualizada há 4 semanas
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Por: Deivide Ego
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Nesta última segunda-feira, 26, Kayke Paiva, um médico de Imperatriz-MA que tira plantão em Barra do Corda-MA, fez uma publicação polêmica sobre o que ele acha sobre a profissão de enfermeiro. Na postagem que fez no Stories do Instagram, ele diz que “ou tu faz enfermagem, ou usa o ‘xerecard’, ou então tu faz medicina”.

Sem escrúpulos, ele ainda disse mais coisas, que foram consideradas um desrespeito a toda classe de enfermagem, sobretudo sobre induzir que a prostituição é mais rentável que a profissão.

Em entrevista, o médico falou que tudo se iniciou porque fizeram um questionamento a sua namorado e ele apenas falou da realidade de como os enfermeiros são desvalorizados. Em nota, ele tentou explicar o que houve.

“Sou uma pessoa que brinca muito sobre a coisa de ser pobre. Eu já andei de ônibus, era pobre. Em nenhum momento desrespeitei a profissão da enfermagem. Acredito que, sem ela, não há saúde, pois um hospital não funciona sem os enfermeiros. Quando mencionei o termo ‘xerecard’, quis dizer que talvez vender o corpo seja uma boa ideia para ganhar dinheiro, já que a enfermagem está tão desvalorizada”, disse.

“Vejo o sofrimento de minha mãe, irmã e namorada ganhando pouco, trabalhando em condições precárias, sendo maltratadas pelos médicos em geral que são ignorantes na sua maioria. Peço perdão aos enfermeiros por qualquer fala equivocada da minha parte. Lembrando que muito do que falo nos meus stories do Instagram é apenas humor. Não busco humilhar ninguém, muito menos difamar profissão alguma, pois toda profissão tem seu espaço e merece o respeito devido”, complementou.

“Para finalizar, gostaria de enfatizar que sempre tratei bem todos os enfermeiros e os técnicos, bem como toda a equipe, e que nunca fui alvo de processos nesse sentido. Espero que todos vocês, enfermeiros, aceitem minha retratação”, finalizou.

O Cofen (Conselho Federal de Enfermagem) teve conhecimento do vídeo e informou ao Conselho Regional de Medicina sobre um processo ético disciplinar contra Kayke Paiva, cível e penal.

“Os insultos proferidos por Kayke Paiva em seus stories são um desrespeito a 2,2 milhões de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, que estão 24h ao lado dos pacientes e dedicam suas vidas à saúde da população, em um momento de pandemia global. Revelam, ainda, desconhecimento sobre a complexidade do trabalho multiprofissional em saúde e desprezo pela integridade do ser humano”, disse o Cofen em nota oficial.

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