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Política AUMENTO DE PREÇOS

Deputado Marcos Caldas denuncia aumento dos preços de materiais de construção no Maranhão

Deputado usou a tribuna da Assembléia Legislativa para criticar os preços abusivos praticados no setor da construção civil em meio a Pandemia do Coronavírus.

08/07/2020 12h48
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Por: Redação Fonte: Agência Assembleia
Foto: Divulgação
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O deputado estadual Marcos Caldas (PTB) denunciou, na sessão plenária desta terça-feira (7), o aumento dos preços de materiais de construção, que ele considerou albusivos, principalmente os de tijolo, ferro e cimento.

O parlamentar informou que o milheiro do tijolo, por exemplo, subiu mais de 30%, "sem qualquer motivo justificável”.

Caldas solicitou ao Procon/MA, à Comissão de Obras da Assembleia e ao Ministério Público Estadual que investiguem os preços praticados no setor da construção civil. No caso do tijolo, de acordo com o parlamentar, os valores subiram demasiadamente, mesmo o produto sendo fabricado no Maranhão, com matéria-prima local.

“Não há motivos para que o preço do tijolo aumente em cerca de 30%, assim como o valor do cimento também não se justifica. O ferro subiu em torno de 16%. Isso é um absurdo para um país que tenta sair de uma pandemia e de uma crise econômica. Os empresários, as fábricas e os distribuidores estão abusando” - afirmou.

Denúncias:

O deputado garantiu que recebeu denúncias de compradores de materiais de construção, mas acrescentou que os preços abusivos estão sendo praticados também em outros setores da economia. “Isto porque tudo estava parado e somente agora as pessoas estão retomando seus projetos de construção, fato que levou a essa prática danosa para com os clientes, principalmente por parte dos distribuidores”, explicou.

Segundo o parlamentar, muita gente perdeu suas casas no inverno e não está podendo reconstruir, “porque as distribuidoras estão segurando o cimento”. “Primeiro, os abusos relacionavam-se aos preços dos equipamentos usados para combater a Covid-19. E agora, que as coisas começaram a voltar ao normal, os abusos se voltam para o setor da construção civil”, lamentou.

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