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Maranhão combaterá pobreza menstrual em espaços escolares

A ação será realizada no âmbito da Secretaria de Estado da Educação e alcançará cerca de 150 mil meninas estudantes em todas as 19 Unidades Regionais de Educação.

25/05/2021 12h16
Por: Redação Fonte: Secom Maranhão
Secretário Felipe Camarão e deputada federal Tabata Amaral
Secretário Felipe Camarão e deputada federal Tabata Amaral

A carência de acesso a produtos para uma boa higiene no período da menstruação é um dos problemas que afetam meninas de famílias com baixo poder aquisitivo em todo o Brasil. Para combater a chamada pobreza menstrual no Maranhão, o Governo do Estado distribuirá absorventes a estudantes da Rede Pública Estadual. A ação será realizada no âmbito da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e alcançará cerca de 150 mil meninas estudantes em todas as 19 Unidades Regionais de Educação.   

“Por determinação do governador Flávio Dino vamos combater esse problema que coloca em risco a saúde física e mental de meninas e causa a evasão escolar. Vamos enfrentar essa dificuldade com uma política pública séria, que irá melhorar a qualidade de vida de muitas meninas que não têm acesso a esse produto de higiene”, destacou o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão. 

Camarão informou que a distribuição tomará como base o Censo Escolar e a estimativa é entre 150 a 160 mil meninas sejam beneficiadas com a distribuição mensal de absorventes. “Assim que retornarem as aulas híbridas, enviaremos às escolas, de acordo com o número de alunas, em cada uma, para que cada estudante receba a quantidade suficiente por mês”, explicou. 

Na última semana, o secretário Felipe Camarão realizou uma live em uma rede social com a deputada federal Tabata Amaral, autora do projeto de lei nº 428/2020, que propõe distribuir absorventes higiênicos em espaços públicos. 

“Há muito tabu e preconceito quanto à menstruação, por mais que seja um processo natural, biológico, que ocorre com um terço da população brasileira, que são mulheres em idade adulta. Há um estudo realizado no Rio de Janeiro, apontando que as meninas perdem, em média, 40 dias de aulas por ano, porque não têm acesso a absorvente. Outro dado demonstra que a cada quatro meninas, uma delas não tem recurso financeiro para comprar absorvente”, pontuou a deputada. 

A parlamentar, que também é ativista pela Educação, parabenizou o Governo do Estado pela iniciativa. “Estou muito feliz por saber que o Maranhão está nessa luta. Isso mostra a grandeza do trabalho que vocês estão fazendo. Tenho certeza que a rede educacional vai se ver representada por esse esforço do governo Flávio Dino. Parabenizo vocês [Estado do Maranhão] pela coragem e pelo belo trabalho que tem feito pela educação”, concluiu.

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