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Pressão para saída de Araújo aumenta com carta de prefeitos

Nota divulgada pela FNP classifica as ações do ministro das Relações Exteriores de "trapalhadas e destrutivas"

26/03/2021 10h10
Por: Redação Fonte: R7
Ernesto Araújo durante audiência pública no Senado - (Foto: TV Senado / Reprodução )
Ernesto Araújo durante audiência pública no Senado - (Foto: TV Senado / Reprodução )

A FNP (Frente Nacional dos Prefeitos) divulgou carta pedindo ao governo federal que demita o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, em função do seu "leque diverso de trapalhadas e atitudes destrutivas" e para que o Brasil reverta a política externa desastrosa que vem adotando.

As críticas à atuação de Araújo se intensificaram nos últimos dias após senadores, durante sessão de debate na última quarta-feira (24), terem pedido sua saída. O chanceler foi questionado enquanto falava das dificuldades enfrentadas pelo Brasil para a compra de vacinas contra a covid-19.

"O cenário de enfrentamento à pandemia da covid-19 tomou contornos catastróficos no país. O desenho de tragédia está estabelecido, há insuficiência de doses de vacinas, aumento incontrolado de novas variantes do vírus, falta de leitos, escassez de oxigênio e medicamentos, além de uma diplomacia que tem cometido repetidos desatinos, em um momento no qual o apoio internacional é indispensável", diz a carta da FNP.

"O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, já apresentou um leque diverso de trapalhadas e atitudes destrutivas. Agora, veio à tona sua postura contrária ao ingresso do Brasil no consórcio global Covax Facility, que entregou um milhão de doses de vacina AstraZeneca/Oxford em 21 de março e ainda deverá entregar outras 41 milhões", acrescenta o documento.

Para os prefeitos, é urgente "a necessidade de medidas tempestivas para tentar recuperar a imagem do país no exterior". Caso isso não seja feito, o país pode comprometer, ainda mais, "a inescapável e urgente aquisição de vacinas contra o coronavírus".

A situação ficou ainda mais insustentável após o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Filipe Martins, durante sessão no Senado, fazer um gesto que os parlamentares consideraram ofensivo. O gesto teria conexão com supremacistas brancos. Ele nega.

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